Autor: KukaGR

A Aldeia não facilita!

O dia acordou solarengo e logo nas primeiras horas da manhã sentia-se um ligeiro frenesim no ar. Esta não era uma quarta-feira normal. Era quarta-feira de jogo grande N’Aldeia.

Os miúdos tinham a difícil tarefa de defrontar um dos grandes: nada mais nada menos que os campeões da Europa: o SLB.

Não se falou noutra coisa o dia todo. Nos cafés ao pequeno-almoço, nos empregos, no café do almoço. As horas iam passando e o nervoso miudinho aumentava. Tarefa muito difícil, quase impossível, mas a Aldeia sempre acreditou que os miúdos não iam facilitar. E de facto, não facilitaram.

Uma hora e meia antes do jogo, as portas do pavilhão abriram. Em menos de nada a casa encheu, a prometer o espectáculo dentro e fora de rinque.

E assim foi. Que jogo, que nervos, que emoção! Os miúdos iam levando a melhor, mas quiseram os deuses do hóquei que os forasteiros empatassem a partida a 32 segundos do fim.

Empate com sabor a vitória e um final de jogo debaixo de palmas e cânticos, onde no ar só se respirava um único sentimento: orgulho!

A Aldeia do Hóquei, Turquel, é isto: é paixão, é orgulho, é união, é amor e fervor.

Parabéns!

N’Aldeia recebem-se os de fora como se fossem da casa

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A Festa d’Aldeia

16h no café d’Aldeia fazem-se contas a quem precisa de pontuar para não descer de divisão. O aperitivo da tarde é a F4 Europeia na tv, ou não estivesse a jogar um dos da Aldeia. Aqui respira-se sempre hóquei.

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No largo, a festa está quase pronta. Preparam-se os petiscos, ultima-se a decoração, testa-se o som. Fala-se das Femininas e do jogo maior. O Cambra traz um autocarro. “Souberam que havia festa”, ouve-se entre risos.

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O sentimento é de alegria mas já de alguma saudade. Acabam-se os jogos do escalão maior em casa mas ainda há miúdos para apoiar nos caminhos que levam às Final 4.

Alguns dos miúdos que jogam mais logo vêm até ao café descontrair. “É desta que vais jogar alguma coisa de jeito?” brinca-se em tom de provocação. É assim a proximidade dos BdQ.

IMG_0978_instantAs miúdas já jogam e a bancada esta composta. A vitória é nossa o que deixa os espíritos ainda mais animados.

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18h e o movimento à volta do pavilhão é impressionante. Come-se, bebe-se, compram-se bilhetes. As crianças não foram esquecidas e há brincadeiras só para elas. É o frenesim da festa d’Aldeia em comunhão com o hóquei.

19h e começa o jogo. As bancadas cheias, em festa. As claques dão o ritmo, o pavilhão responde e os miúdos despedem-se do palco dos sonhos com mais uma vitória. Recebem uma rosa, um agradecimento, um mostrar que são o nosso orgulho.

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21h Agora é tempo de continuar com a festa, cá fora. A musica toca, dança-se e convive-se. Somo os BdQ, juntos, em comunhão, porque é assim a festa d’Aldeia e o orgulho que nos move.

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A nossa Aldeia!

São 20 horas e resolvemos ir mais cedo para o café.  Queremos arranjar uma boa mesa para assistir na primeira fila à Aldeia na televisão.  Aproveitamos para petiscar e fazer tempo até ser hora. Somos os primeiros a chegar, mas a televisão já está na Sport TV.

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Comemos calmamente. Os BdQ vão chegando aos poucos, pedem café,  olham para a tv e olham para o relogio. “está quase!”, repete-se a frase, denunciando um nervoso miudinho,  de quem está à espera.

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São  21:15h e o café já está cheio. Os sorrisos e a ansiedade têm só um significado: o orgulho de ver a Aldeia na TV. 40 minutos de tempo de antena dedicado a nós, à nossa história, ao nosso clube. Novos, velhos, adeptos de sempre e para sempre, vão sentando-se e olhando para o relógio.

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21:25h. A ansiedade dos BdQ aumenta. Dos presentes ali no café d’Aldeia e dos ausentes que se ligam e comunicam pela internet. Um pai telefona ao filho, que está em terras andaluzas para que ele não se esqueça de ver. Ele não esqueceu e informa que repete amanhã à tarde. Já não há lugares sentados. “A tribuna já está completa”, diz-se em tom de brincadeira.

21:30h. Ouve-se o hino do HCT. “Vai começar!” exclama-se, e o silêncio impera. As letras surgem no ecran “A Aldeia do Hóquei” e o orgulho que se sente não se consegue descrever.

É a nossa Aldeia.