Autor: BdQ | a Aldeia

Hoje vou à piscina…

Há cerca de dois meses que não vou à piscina, hoje está tudo bem encaminhado, meia final da Liga dos Campeões: Real Madrid recebe Bayern de Munique e o jogo termina 15 minutos antes de eu entrar na piscina. Optimização e rentabilização de tempo.

Chego ao Carlucci Café, “pontualmente atrasado”, o Real já ganha, peço a Mini Preta da praxe, negoceio o preço, mas as de 14 cêntimos já acabaram, o jogo vai decorrendo animado, o que é fácil depois do Atlético vs Chelsea de ontem. Assim que chegar o intervalo vou a casa buscar o saco da piscina para quando acabar o jogo arrancar logo.

Entretanto o “Carlucci” vai-se compondo, afinal o jogo dá em canal aberto e o pessoal que jantou em casa vem agora tomar café.

Espera! Mas este pessoal do BdQ nem é muito ligado a futebóis? Bebem do hóquei, o que um comum mortal como eu, procura numa meia final da Champions.

Carago! Tenho de ir à Piscina…

E acabo de perceber, porque estão aqui, hoje é dia de Taça de Portugal em hóquei Patins e os Miúdos d’Aldeia vão ao Infante de Sagres. E depois? “Isso é um jogo fácil, para ganhar por 10” e “eu quero ver o jogo da Champions, com as duas melhores equipas do mundo” e além disso “Tenho de ir à Piscina…”

10259840_616600851764128_8773346095736605362_n

Rapidamente percebi que aquela gentinha toda ali sentada, que ainda há pouco torcia entusiasticamente pelo Cristiano Ronaldo pouco queriam saber da bola.

O HCT vai jogar daqui a segundos… Bolas! … Dá para ver a primeira parte, devemos estar a ganhar por uns 4 ou 5 e posso ir descansado para a Piscina…

A TVI dá lugar à HCT Tv no ecrã, a luz desce e o ambiente torna-se romântico… ou melhor… apaixonante…

Somos de facto melhores e a meio da primeira parte, estamos a ganhar por 1 golo.

Pessoalmente, preciso de mais 3 ou 4, até ao intervalo, para poder ir à piscina. Bolas! Eu não percebo muito disto mas não estou a gostar do jogo, deste jogo. (Real e Bayern continuam no 1-0). Eu tenho de ir à piscina e chegamos ao intervalo a perder 2-1…

Não há hipótese… Já não vou à piscina…

De qualquer maneira sei que o Infante vai quebrar e facilmente viramos o resultado. Início da segunda parte, “uma Mini Preta”, e golo do Infante… Mau! Estamos muito faltosos, ou pelo menos, temos muitas faltas marcadas contra nós.

3-2 na resposta, 7 minutos de equilíbrio e 3-3, tal como eu previa, o Infante começa a quebrar, convenço-me que começo a perceber de hóquei, que sei “ler o jogo”, até ao final ainda marcamos mais 3 ou 4, só, porque estamos em casa alheia e não é de bom tom massacrar o adversário, que conseguiu resistir ao nosso poderio até aos 8 minutos da segunda parte…

Mas o 3-4 não aparece, aparece o nervoso miudinho, aparece uma grande penalidade falhada, aparece a nossa 15º falta (o adversário poupado ainda nem a 10ª atingiu, mas também não aproveita). O tempo passa e o nervoso deixa de ser miudinho e começam as recordações tristes, onde resignadamente se procura o reconforto “Já o ano passado foi assim”… Eu não me conformo, se não fui a piscina, quero uma vitória.

Finalmente a 5 minutos do fim o golo, está feita a “remontada”, coisa que o Bayern não conseguiu em Madrid. Agora é deixar correr normalmente.

Cartão Azul, Livre Directo e Golo? Mas eu ainda não tinha acabado de saborear o golo e já estou a sofrer outra vez…

Há quem não sofra, não tem tempo, está ocupado a montar as crucificações. Tiraram-nos o guarda-redes, mas temos outro e este também defende grande penalidades, mas também sofre golos e com este golo já estamos a perder, já perdemos, já fomos, eliminados, as cruzes estão já ao alto, as caixas de pregos estão a ser abertas! Ainda há tempo para uma grande penalidade a nosso favor, e este é tão jeitoso para crucificar. Mas não! Os Miúdos marcam, fogem da cruz, empatam a 50 segundos do fim e vão para prolongamento.

Mas alguma vez existiu a hipótese de eu ir à piscina?

Começa o prolongamento, o golo tem de ser de ouro e tem de ser nosso. E é, logo aos 4 minutos, que não se pode sofrer mais e há cruzes para desmontar.

Se eu vou à piscina? Marquei para 21 de maio.

por FilipePS

Comunicado BdQ

Aproveitámos os acontecimentos do jogo de hoje e adaptámos este comunicado às nossas ideias e à forma como tentamos estar nesta nossa paixão que é o hóquei em patins.

“A verdade desportiva

Os Brutos-dos-Queixos têm como alguns dos seus princípios basilares o desportivismo, o fair-play e o apoio aos miúdos d’Aldeia. Nos últimos anos, o investimento no apoio aos miúdos tem sido contínuo, quer nos jogos em casa quer nos jogos fora.

Os Brutos-dos-Queixos estão conscientes da realidade económica portuguesa mas mesmo assim continuam a apostar no apoio aos miúdos através do consumo de combustível, portagens e bilhetes a preços exorbitantes praticados pelos clubes que visitam.

O Hóquei em Patins é a nossa vida, como o comprova a massa humana que acompanha os nossos miúdos.

Os Brutos-dos-Queixos assumem a sua vontade de continuar a apostar de forma séria e consistente no apoio que dão aos miúdos e em honrar o hóquei em patins nacional, demonstrando além fronteiras de forma continuada como se vive o hóquei em Portugal, apesar da repetição de situações como as que todos tivemos oportunidade de assistir no jogo de hoje.

Oa Brutos-dos-Queixos informam assim todas as pessoas interessadas e os demais órgãos que delas dependem que esta não é a primeira, nem a última vez, que publicamente se pronunciarão sobre o tema da arbitragem, e não avaliarão ou questionarão nunca a vontade das pessoas interessadas pugnarem pela verdade desportiva e a sua real capacidade e vontade para evitarem, no futuro, atropelos como os que se verificaram a nível da arbitragem hoje.

Se as pessoas interessadas e demais órgãos que delas dependem continuarem a ignorar as graves situações que têm acontecido ao nível da segurança e da arbitragem no Hóquei em Patins, os Brutos-dos-Queixos sentir-se-ão no direito e no dever de, em conjunto com os seus miúdos, continuarem a promover esta modalidade e a lutar pela verdade desportiva e fair-play, mantendo assim a tradição d’Aldeia no hóquei em patins, na vitória ou na derrota!”

BdQ | A Aldeia

há 50 anos a elevar o nome d’Aldeia

Agora que está tudo mais calmo e descansado em relação à viagem e ao jogo Forte dei Marmi x HCT, gostava de partilhar algo muito bonito que aconteceu antes e depois do jogo. Porque durante o jogo todos presenciaram.

O nosso Clube deixou uma imagem muito bonita em terras alemãs e italianas.

Antes do jogo de sábado começar, fomos encaminhados para uma determinada zona do pavilhão, por motivos de segurança e de prevenção. O presidente do Forte dirigiu-se a nós e pediu desculpas pelo que estava a acontecer mas que eram ordens da polícia. Não nos preocupamos porque estávamos ali para apoiar os nossos miúdos fosse em que lugar fosse. Depois, dirigiu-se aos adeptos da claque da casa e disse-lhes que podiam festejar o que quisessem mas não queria insultos à nossa equipa (HCT), porque quando vieram jogar ao nosso pavilhão tinham sido muito bem recebidos.

O jogo decorreu com normalidade entre duas equipas fortes e ansiosas, com festejos da parte do Forte, onde se via a pairar um cachecol do HCT que um adepto italiano fazia questão de levantar, mas também com 3 golinhos nossos .

No final do jogo as equipas despediram-se e agradeceram aos adeptos num ambiente muito bonito.

Entretanto, quando todos os jogadores saíram do rinque, os adeptos do Forte cantaram um cântico acompanhado por palmas dirigido a nós, que retribuímos levantando os nossos cachecóis e agradecendo. Depois, entraram em campo e vieram ter connosco para fazer a troca de cachecóis e para nos dizer que nós HCT, estávamos no coração deles, e agradeceram-nos, um a um.

Esta é a imagem que fica nesta passagem Europeia dos nossos miúdos: independentemente do resultado, a postura e o fair play transmitidos foram enormes.
Obrigada miúdos pelas alegrias que nos dão «na vitória ou na derrota» estaremos sempre presentes.

Agora é continuar a apoiar esta brilhante equipa, jogo após jogo, como eles merecem.

Saudações desportivas.

por Sónia V.

Forte-HCT

Bravos Brutinhos

Ontem, passei por um dos mais duros dias da minha experiência como seccionista. Partimos para a Lourinhã cheios de vontade de jogar bem e de ganhar. Infelizmente a primeira nem sempre aconteceu e a segunda não aconteceu mesmo.

Sentia-me nervoso antes do jogo, com um frio/aperto/nó no estomago, e consegui ver o mesmo em alguns dos nossos jogadores. Afinal, tratava-se de uma eliminatória que daria acesso à Final 4, palavras mágicas para os que a conseguem alcançar.

Para todos nós era a 1ª vez.

972268_461291200628428_116923968_n

Entrámos mal no jogo, talvez fruto do nervosismo, da ansiedade… passados uns minutos, os miúdos acalmam e conseguem esboçar um pouco do “nosso hóquei”. Infelizmente para nós, o 1º período acaba com um parcial de 0-4. Vejo muita apreensão nos que vão entrar para o 2º período. Transmito-lhes o habitual “Vamos lá!!!! Temos muito tempo!”. Vem o segundo, e conseguimos, um parcial de 2-0. Vejo os miúdos aos saltos, vejo os pais aos saltos, ouve-se o “Turquel, Turquel”, nas bancadas. Voltamos ao jogo, e todos voltam a acreditar que é possível.

Intervalo…nem vou ao balneário. Não lhes quero passar o meu nervosismo, que se estava a apoderar de mim mais do que o normal.

Na segunda parte (3º e 4º períodos), não tivemos a sorte do jogo, não nos conseguimos impor, e o melhor que conseguimos foi uma diferença desfavorável de um golo.

O ter sido um dos dias mais duros, deve-se ao facto de ainda no 4º período, num dos vários lances emocionantes, e após um golo nosso, vou ao banco festejar o golo e vejo os miúdos com as lágrimas a escorrem-lhe cara abaixo num misto de alegria, de raiva, de querer, de acreditar que ainda era possível o sonho de lá chegar.

Não foi!

Perdemos 6-4, e, após o apito final, a imagem dos miúdos de rastos, com os olhos vermelhos do choro, custou-me bastante. Ser o 1º a entrar no balneário, e tentar confortá-los quando eu próprio tinha vontade de me sentar ao lado deles a chorar, foi terrível. Foi muito difícil estancar aquelas lágrimas. A muito custo, e passado uns minutos e algumas palhaçadas, lá foram saindo uns sorrisos de parte a parte.

Foi-me dito por um amigo no final ”Que grande jogo que nos proporcionaram! Muito bom mesmo!”. Disse-me isto e deu-me um abraço. Ainda eu estava num turbilhão de emoções…

Agora, passado umas horas e após o conforto de uma noite de sono, quero dizer a todos:

Bravo equipa! Bravo Brutinhos dos Queixos!

Por Vitor Tareco

C’est une maison française, certainement!

(É uma casa francesa com certeza!)

É domingo, 26 de Maio, Final da Taça de Portugal, dia de festa no Jamor e em… Trébédan!

935299_10200434676882656_1904719934_n

Trébèdan é uma pequena comuna [cerca de 400 habitantes], situada na região francesa da Bretanha, onde reside uma significativa e muito bem integrada, comunidade portuguesa.

A hora do jogo aproxima-se, começam os rituais, e quando se vai buscar o cachecol do Benfica… o do HCT vem atrás e… por momentos, esquece-se o jogo.
Canta-se:
“Sou do Hóquei Clube Turquel e bem alto gritarei, na vitória ou na derrota!”.

A seguir contam-se histórias…
Fala-se da saudade, sempre a saudade, dos amigos com que se rumava ao pavilhão…
Fala-se do que significa a HCT TV para quem está tão longe do nosso pavilhão…
Fala-se das idas ao pavilhão do HC Dinan Quevert (campeão de França), que fica a 11km, para matar as saudades, do hóquei ao vivo
Fala-se dos jogadores que em jogos como o HC Quevert-Física ou HC Quevert-Candelária, vêm até junto da bancada, agradecer o apoio daquele cachecol…

Entretanto o meu Benfica perde a Taça, mas o que é isso comparado com as histórias daquele cachecol?

E regresso a Turquel com a certeza que o cachecol que fica em Trébèdan e todos os outros espalhados por esse mundo fora, ajudam a matar saudades, a encurtar distâncias, a ultrapassar as derrotas e a amar Turquel.

401107_10200434676802654_101677593_npor FilipePS

sobre nós 1.0

Somos um grupo de pessoas com duas paixões comuns: a maior, a mais forte, a culpada disto é o Hóquei Clube de Turquel e depois, obviamente como consequência da paixão maior, partilhamos a paixão pelo hóquei em patins.

E somos 4 BdQ (CatarinaKukaArmando e Miguel) com o objectivo ambicioso de sermos um dia todos os BdQ e uma representação fiel d’Aldeia no mundo virtual.

O espaço -> BdQ | a Aldeia

Com este espaço pretendemos responder à necessidade que temos de partilhar os nossos momentos n’Aldeia e no hóquei em patins, o que sentimos como Brutos dos Queixos, os adeptos d’Aldeia que partilham uma paixão!

Porque muitos de nós (habitantes d’Aldeia) estamos muitas vezes presentes pelas ruas do hóquei em patins, esta rua (www.bdqaldeia.com) que agora abrimos ao público pretende ser um espaço no qual os habitantes d’Aldeia (doravante designados de BdQ) partilhem as suas vivências, os seus momentos, as suas alegrias, as suas histórias e estórias, as memórias e as fotografias.

E porque BdQ somos todos, esta rua tem o ambicioso objectivo de ser mais do que a rua onde os adeptos se encontram. Queremos ser uma rua de referência n’Aldeia e contar com adeptos, mas também atletas, directores, seccionistas, treinadores… porque todos somos BdQ.

É por isto que contamos com todos neste desafio, porque só juntos poderemos fazer crescer esta rua d’Aldeia como fizemos com a nossa Aldeia real sita na vila de Turquel.

Somos Brutos dos Queixos. Somos d’Aldeia!
Moramos na Rua BdQAldeia.com

Adenda 1 (20.05.2013)
Estamos a crescer. Bem-vindo João!